Por: James Smith
-A sequência de vitórias de animais argentinos no Grande Prêmio Brasil foi interrompida em 1959 com a vitória de NARVIK pilotado por V. Pinheiro Fº e treinado por M Farrajota. O vencedor era um filho de Antonym e Ciccê, de criação e propriedade do Haras Faxina e assinalou a marca de 182 segundos e três quintos (recorde mundial).
-Em 1961 o Grande Prêmio Brasil foi vencido pelo argentino ARTURO A pilotado por Irineu Leguisamo e treinado por Juan de La Cruz. O vencedor foi criado Haras Las Ortigas e pertencia ao Stud Miss Lionés. Com esta vitória Leguisamo aos cinquenta e sete anos de idade se tornou o jóquei mais velho a vencer o Grande Prêmio Brasil.
-Em 1962 aconteceu a primeira desclassificação por uso de substância proibida no Grande Prêmio Brasil. Neste ano o argentino MONTECRISTO cruzou o disco na ponta pilotado por O. Nardi. Porém, com o resultado do exame antidoping foi desclassificado para a última colocação passando o brasileiro ORTILE, que finalizou na segunda colocação, a ser considerado o vencedor, pilotado pelo chileno F. Irigoyen e treinado por M. Cavalheiro. Esta foi a única vitória do Irigoyen no Grande Prêmio Brasil.
–O ano de 1963 o Grande Prêmio Brasil foi vencido por CENCERRO, o único cavalo chileno a vencer a magna prova. O vencedor era um filho de Forest Row e C’est Si Bon, foi pilotado por H. Pilar e treinado por A Breque e pertencia ao Stud Choapa. Neste ano aconteceu um fato inédito no final de semana do Grande Prêmio Brasil. O tordilho argentino GOOD TIME, um filho de Jerry Honor e Gamlingay por Atout Maitre venceu na tarde do sábado o Grande Prêmio Major Suckow e no dia seguinte venceu o Grande Prêmio Presidente da República.
–Em 1967 o brasileiro DURAQUE pilotado por A. Ricardo, pai do nosso recordista mundial de vitórias J. Ricardo, venceu o Grande Prêmio Brasil batendo o favorito do páreo, o argentino TAGLIAMENTO pilotado por O. Cosenza. O vencedor era um filho de Anubis e Larochéa e foi treinado por João Araújo.
-No período de 1933 a 1971 o Grande Prêmio Brasil foi corrido na distância de 3000 metros. A partir de 1972 o Grande Prêmio Brasil passou a ser corrido na distância clássica dos 2400 metros e teve como vencedor o brasileiro FENOMENAL, pilotado por J Pinto e treinado por R. Morgado. O vencedor era um filho de Torpedo e Miladi.
–Em 1974 pela primeira vez o Grande Prêmio Brasil foi transmitido ao vivo vez por uma emissora de TV para todo o país e teve como vencedor o argentino MORAES TINTO pilotado por R. Rutti e treinado por J. M. Boquim.
-Em 1983 o Grande Prêmio Brasil foi vencido pela égua brasileira OFF THE WAY, que foi pilotada por A. Barroso e treinada por A. Magalhães. A vencedora era de uma filha de Trattegio e Fifi la Joli de criação e propriedade do Haras Faxina. OFF THE WAY foi a primeira égua brasileira a vencer a magna prova. Antes dela duas éguas argentinas haviam vencido o Grande Prêmio Brasil, TIROLESA em 1950 e FIZZ em 1973.
-Em 1986 o Grande Prêmio Brasil foi vencido por GRIMALDI, um filho de Executioner II e Grèves, criado no Haras Morumbi e de propriedade de Delmar Biazoli Martins. O vencedor foi pilotado por J. M. Silva e treinado por J. B. Nogueira. Além de vencer o Grande Prêmio Brasil, GRIMALDI também venceu o Grande Prêmio São Paulo, o Grande Prêmio Cruzeiro do Sul e o Grande Prêmio Derby Paulista sendo o único animal a vencer estas quatro provas.

Grimaldi com J.M.Silva, cruza o disco com cabeça de vantagem sobre Bowling, conduzido por J.Ricardo.
–Em 1990 o Grande Prêmio Brasil foi vencido pelo Derby Winner FLYING FINN, um alazão filho de Clackson e Life Work criado no Haras Nacional e de propriedade do Stud Numy. Com esta vitória o alagoano Juvenal Machado da Silva se tornou o jóquei com o maior número de vitórias na magna prova. Ele venceu anteriormente com APORÉ em 1979, com GOURMET em 1982, com GRIMALDI em 1986 e com BOWLING em 1987. Esta foi a primeira vitória do treinador Venancio Nahid no Grande Prêmio Brasil.
–Em 1994 o Grande Prêmio Brasil foi vencido pelo craque MUCH BETTER pilotado por J Ricardo e treinamento de J. L Maciel. Este filho de Baynoun e Charming Doll, de criação do Haras J B Barros e de propriedade do Stud TNT em 1994 venceu o Clássico Latino-Americano, o Grande Prêmio São Paulo, o Grande Prêmio Brasil e o Grande Prêmio Carlos Pellegrini sendo o único a conseguir tal façanha.
-O Grande Prêmio Brasil de 1995 ficou conhecido como o Grande Prêmio Brasil de um milhão de dólares em face dessa elevada dotação e teve como vencedor o argentino EL SEMBRADOR, que foi pilotado por G. Sena e treinado por J. L. Palacios. O vencedor era um filho de Octante e Nina Flor, criado no Haras El Paraiso e de propriedade do Stud Andra E.

Uma das chegadas mais dramáticas de um Grande prêmio Brasil. El Sembrador derrota Talloires por ponta de fucinho.
COLUNA DO SAUDOSO, ESPECIAL GRANDE PRÊMIO BRASIL. PRÓXIMA SEMANA PARTE III (FINAL)






