Coluna do Saudoso – Grande Prêmio Brasil – Parte I

James Smith

O Grande Prêmio Brasil se aproxima. Por essa razão, nas próximas três edições teremos esta prova máxima do turfe nacional como tema.

-A primeira edição do Grande Prêmio Brasil ocorreu no ano de 1933 e teve como vencedor o pernambucano MOSSORÓ, animal tordilho nascido no Haras Maranguape localizado no município de Paulista na região metropolitana do Recife. MOSSORÓ (foto abaixo) foi pilotado por Justiniano Mesquita, foi treinado por Eulógio Morgado, assinalou a marca de 189 segundos e quatro quintos para os três mil metros da raia de grama do Hipódromo da Gávea, era um filho de Kitchner e Galathéa e defendeu a farda azul e ouro em listras horizontais do Industrial Frederico Lundgren.

Mossoró. Primeiro ganhador do Grande Prêmio Brasil.

 -As três primeiras edições do Grande Prêmio Brasil foram vencidas por animais tordilhos, pois, além de MOSSORÓ, o uruguaio MISURI (Stayer e Mimada) vencedor em 1934 e o nacional’ SARGENTO (Printer e Matteira) que podemos ver na foto abaixo, vencedor em 1935 eram tordilhos.

-A primeira vitória de um animal argentino no Grande Prêmio Brasil aconteceu em 1937 quando HELIUM (Hunter’s Moon e Claque) pilotado por A. Rosa e de propriedade de Antenor Lara Campos cruzou o disco derrotando o nacional QUATI.

Heliun. O Primeiro argentino a vencer um Grande Prêmio Brasil.

-O francês SIX AVRIL (Town Guard e Tutrix) foi o único animal europeu a vencer o Grande Prêmio Brasil no ano de 1939. O Defensor das cores de Francisco Eduardo de Paula Machado foi pilotado por J. Zuniga, treinado por Ernani de Freitas e assinalou a marca de 185 segundos para os 3000 metros. Esta foi a única vitória comemorada por Linneo de Paula Machado que faleceu vítima de acidente de avião em 1942.

-No ano seguinte ALBATROZ (Trinidad e Myrthée) um animal criado por Linneo de Paula Machado venceu o Grande Prêmio Brasil pilotado por J. Zuniga e treinado por Ernani de Freitas. No ano seguinte ALBATROZ voltou a vencer o Grande Prêmio Brasil sendo desta vez pilotado por J Gonzalez sendo escoltado pelo seu “faixa” EVER READY pilotado por P. Simões formado assim a primeira dobradinha da prova. EVER READY na criação produziu SEU TITO que cumpriu campanha na Madalena defendendo a farda do Haras Maranguape, seu criador.

-O craque argentino FILON (Full Sail e Felina), de propriedade do brasileiro José Buarque de Macedo venceu o Grande Prêmio Brasil de 1945 pilotado por I. Leguisamo e treinado por Gabino Rodriguez. Além do Grande Prêmio Brasil FILON venceu o Grande Prêmio Carlos Pellegrini em 1944 e 1945 pilotado pelo jóquei acima mencionado.

-O craque HELIACO (foto)  (Formasterus e Saphinha) se tornou o segundo bicampeão do Grande Prêmio Brasil tendo vencido as edições de 1947 e 1948. Nas duas edições HELIACO foi pilotado pelo chileno O Ulloa e treinado por Ernani de Freitas. Em 1947 HELIACO foi escoltado por seu irmão paterno e “faixa” HERON formando assim a segunda dobradinha da magna prova.

Heliaco. Foi o primeiro animal a vencer duas edições do Grande Prêmio Brasil. 1947/1948.

-No período de 1949 a 1958 (dez anos) o Grande Prêmio Brasil foi vencido por animais nascidos na Argentina, evidenciando uma superioridade da criação argentina naquela época. Os vencedores foram: 1949 – Carrasco, 1950

Tirolesa; 1951 – Pontet Canet; 1952 – Gualicho, 1953 – Gualicho, 1954 – El Aragonés, 1955 – Mangangá; 1956 – Tatan, 1957 – Don Varella; 1958 – Espiche.A argentina TIROLESA (Fox Cub e Tela) foi a primeira égua a vencer o Grande Prêmio Brasil no ano de 1950 pilotada por D. Ferreira e treinada por J. Zuniga. Tirolesa defendeu as cores do Stud Seabra em quatro oportunidades no Grande Prêmio Brasil. A primeira foi em 1948 quando fechou a raia pilotada por R. Freitas. No ano seguinte formou da dupla pilotada por F Irigoyen, prova vencida pelo argentino CARRASCO pilotado por Pierre Vaz. E sua última participação na magna prova cruzou o disco na terceira colocação pilotada por F. Irigoyen, prova vencida pelo argentino PONTET CANET pilotado pelo chileno Luiz Diaz.

Tirolesa. A primeira égua a vencer uma edição do GP. Brasil, no ano de  1950.

 

         Coluna do Saudoso. 

Semana que vem tem mais sobre o Grande Prêmio Brasil. Até lá.

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