Coluna do Saudoso – Grande Prêmio Brasil – Parte III – Final

-Continuando o nosso passeio pelo Grande Prêmio Brasil, no ano de 1998 a magna prova foi vencida pelo tríplice coroado paulista QUARI BRAVO. Este filho de Punk e Chimare foi pilotado por L. Duarte, treinado por E. Sampaio era e chamado pelo saudoso Ernani Pires Ferreira de  o “furacão de prata”.

Quari Bravo. O temido Furação de Prata.

-No ano de 2001, o Grande Prêmio Brasil foi vencido pela égua QUEEN DESEJADA, pilotada por M. Cardoso com treinamento de D. Guignoni. Esta filha de Know Heights e Elisabetta, de propriedade do Stud Alvarenga e criação do Haras São José e Expedictus foi a última égua a vencer a magna prova.

Queen Desejada. Última égua a vencer o GP Brasil.

-No ano de 2002, o Grande Prêmio Brasil foi vencido pelo argentino POTRI ROAD, pilotado por M. Cardoso e treinado por D. Guignoni. Este castanho, filho de Potrillazo e Bagdad Café, de propriedade do Haras São Francisco de Paula e criado pelo Haras La Madrugada foi o último argentino a vencer a magna prova. Com esta vitória o treinador D. Guignoni foi o segundo treinador a vencer o Grande Prêmio Brasil por três anos consecutivos (2000 – Straight Flush; 2001 – Queen Desejada e 2002 – Potri Road).

Potri Road. Cruzando o disco com mais uma vitória para M.Cardoso.

-No ano de 2007, o Grande Prêmio Brasil foi vencido por L’AMICO STEVE, pilotado por V. Leal e treinado por V. S. Lopes. Este filho de Spend a Buck e All For Love, de criação do Haras Old Friends e de propriedade do Stud Star Gold venceu por diferença de meio corpo o alazão TANGO DI GARDEL, que foi pilotado por A. M. Souza e era de propriedade do Stud São José dos Bastiões. Esta foi a melhor colocação de um proprietário pernambucano no Grande Prêmio Brasil.

L’amico Steve com V.Leal.

-No ano de 2011, o Grande Prêmio Brasil foi vencido por BELO ACTEON, pilotado por H. Fernandes e treinado por D. Guignoni. Este filho de Acteon Man e Back for Good foi criado por Aluizio Merlin Ribeiro e era de propriedade do Stud H & R (hoje Haras Legacy). Com esta vitória, o jóquei H. Fernandes se tornou o jóquei mais jovem a vencer a magna prova (19 anos de idade).

Belo Acteon. O primeiro GP Brasil de  H. Fernandes.

-No ano de 2014, o Grande Prêmio Brasil foi vencido por BAL A BALI, pilotado por V. Borges e treinado por D. Guignoni. Este filho de Put it Back e In My Side, de propriedade do Stud Alvarenga e de Criação do Haras Santa Maria de Araras, foi o único tríplice coroado na Gávea a vencer o Grande Prêmio Brasil. Antes dele, dois tríplice coroados em São Paulo, FARWELL e QUARI BRAVO haviam vencido o Grande Prêmio Brasil. Além disso, nesta prova o animal MOJITO, que finalizou na segunda colocação pilotado por A. Domingos, também era de propriedade do Stud Alvarenga, formando assim, a terceira dobradinha na história do Grande Prêmio Brasil.

Bal A Bali. Único tríplice coroado na Gávea a vencer um GP. Brasil.

-No ano de 2021, o Grande Prêmio Brasil foi vencido por GEORGE WASHINGTON, pilotado por H. Fernandes e treinado por L Esteves. Este filho de Redattore e Princesa Carina, de criação do Stud TNT e de propriedade do Stud Happy Again, foi o último bicampeão da magna prova pois havia vencido em 2019 pilotado por M. Gonçalves.

George Washington. O segundo GP Brasil de H.Fernandes. (Foto Sylvio Rondinelli -JCB)

-No ano de 2025, o Grande Prêmio Brasil foi vencido por SINSEL, pilotado pelo pernambucano L. Henrique e treinado por L. Esteves. O vencedor é um filho de Alpha e Golden Land, de criação e propriedade do Stud Red Rafa. Esta foi a primeira vitória de um jóquei pernambucano na magna prova. Além disso, o animal VALPARAISO, pilotado pelo também pernambucano W. Xavier, finalizou na segunda colocação, coroando de sucesso o Projeto Jóqueis do Futuro desenvolvido no Jockey Club de Pernambuco. Neste ano de 2025 aconteceu um fato inédito. O animal MANDRAKE, pilotado por V. Gil e treinado por L. Esteves, venceu o Grande Prêmio Major Suckow se tornando o único animal a vencer por três anos consecutivos uma das provas de Grupo I da semana do Grande Prêmio Brasil.

Chegada dramática que deu  primeiro GP. Brasil para o pernambucano L.Henrique. (Foto: Sylvio Rondinelli – JCB)

 Destaques do Grande Prêmio Brasil.

Os bicampeões:

Albatroz: (1943 e 1944).

Helíaco: (1947 e 1948).

Gualicho: (1952 e 1953).

Zenabre: (1965 e 1966).

Villach King: (1991 e 1993).

George Washington: (2019 e 2021).

Jóqueis com mais vitórias:

  1. M. Silva: 5 vitórias (1979 Aporé, 1982 Gourmet, 1986 Grimaldi, 1987 Bowling e 1990 Flying Finn);
  2. Rigoni: 3 vitórias (1954 El Aragonés, 1970 Viziane e 1971 Terminal);
  3. Garcia: 3 vitórias (1964 Leigo, 1965 Zenabre e 1966 Zenabre);
  4. Lavor: 3 vitórias (1989 Troyanos, 1991 Villach King, e 1993 Villach King).

Treinadores com mais vitórias:

  1. Freitas: 6 vitórias: (1939 Six Avril, 1943 Albatroz, 1944 Albatroz, 1947 Helíaco, 1948 Helíaco, 1975 Orpheus);
  2. Nahid: 6 vitórias (1990 Flying Finn, 2005 Velodrome, 2009 Jeune-Turc, 2015 Barolo, 2016 My Cherie Amour, 2020 Pimper’s Paradise);
  3. Esteves: 6 vitórias (2017 Voador Magee, 2018 Quarteto de Cordas, 2019 George Washington; 2021 George Washington; 2023 Raptor’s, 2025 Sinsel).

D Guignoni: 5 vitórias (2000 Straight Flush, 2001 Queen Desejada, 2002 Potri Road, 2011 Belo Acteon e 2014 Bal a Bali);

  1. Feijó: 3 vitórias (1935 Sargento, 1938 Pendulo, 1942 Latero);
  2. D’Amore: 3 vitórias (1964 Leigo, 1965 Zenabre, 1966 Zenabre);
  3. L. Maciel: 3 vitórias (1988 Carteziano, 1992 Falcon Jet, 1994 Much Better).

-Animais com o maior número de atuações:

5 atuações:

Omnium Leader 5º em 1998, 18º em 1999, 13º em 2000, 9º em 2001 e 20º em 2002.

4 atuações:

Brunorb – 2º em 1934, 6º em 1935, 14º em 1936, 5º em 1937.

Mon Secret – 10º em 1935, 4º em 1936, 6º em 1937, 3º em 1938.

Quati – 2º em 1937, 2º em 1938, 3º em 1939, 3º em 1940.

Alibi – 4º em 1942, 2º em 1943, 3º em 1944, 14º em 1945.

Tirolesa – 17ª em 1948, 2ª em 1949, 1ª em 1950, 3ª em 1951.

Villach King – 1º em 1991, 10º em 1992, 1º em 1993 e 12º em 1994.

Much Better – 2º em 1993, 1º em 1994, 4º em 1995, 9º em 1996.

Olympic Kremlin: 4º em 2021, 6º em 2022, 3º em 2023 e 3º em 2024.

Jóqueis com o maior número de atuações:

  1. Ricardo: 37 atuações (duas vitórias e dezenove colocações).
  2. Lavor: 33 atuações (três vitórias e doze colocações).
  3. Meneses: 26 atuações (uma vitória e dez colocações).
  4. M. Silva: 23 atuações (cinco vitórias e cinco colocações).
  5. Rigoni: 21 atuações (três vitórias e quatro colocações).

As heroínas do Grande Prêmio Brasil:

Tirolesa: vencedora em 1950.

Fizz: vencedora em 1973.

Off The Way: vencedora em 1983.

Anilité: vencedora em 1984.

Queen Desejada: vencedora em 2001.

Oito animais tordilhos que venceram o Grande Prêmio Brasil:

Mossoró: vencedor em 1933.

Misuri: vencedor em 1934.

Sargento: vencedor em 1935.

Polux: vencedor em 1941.

Orpheus: vencedor em 1975.

Anilité: vencedora em 1984.

Bowling: vencedor em 1987.

Quari Bravo em 1998.

Estes também venceram o Grande Prêmio São Paulo:

Sargento – GP São Paulo 1935, GP Brasil 1935.

Teruel – GP São Paulo 1941, GP Brasil 1940.

Latero –  GP São Paulo 1943, GP Brasil 1942.

Albatroz – GP São Paulo 1944, GP Brasil 1943, 1944.

Mirón – GP São Paulo 1946, GP Brasil 1946.

Gualicho – GP São Paulo 1952 e 1953, GP Brasil 1952 e 1953.

Farwell – GP São Paulo 1960, GP Brasil 1960.

Arturo A – GP São Paulo 1961, 1962, GP Brasil 1961.

Viziane – GP São Paulo 1971, GP Brasil 1970.

Moraes Tinto – GP São Paulo 1974, GP Brasil 1974.

Grimaldi – GP São Paulo 1987, GP Brasil 1986.

Troyanos – GP São Paulo 1989, GP Brasil 1989.

Much Better – GP São Paulo 1994, GP Brasil 1994.

Quari Bravo – GP São Paulo 1998, GP Brasil 1998.

Straight Flush – GP São Paulo 2000, GP Brasil 2000.

Dono da Raia – GP São Paulo 2006, GP Brasil 2006.

Jeune-Turc – GP São Paulo 2008, GP Brasil 2009.

George Washington – GP São Paulo 2020, GP Brasil 2019,2021).

Estes que também venceram o Pellegrini:

Filón – GP Brasil 1945, GP Carlos Pellegrini 1944, 1945.

El Aragonés – GP Brasil 1954, GP Carlos Pellegrini 1953.

Mangangá – GP Brasil 1955, GP Carlos Pellegrini 1955.

Tatán – GP Brasil 1956, GP Carlos Pellegrini 1956.

Arturo A – GP Brasil 1961, GP Carlos Pellegrini 1961.

Much Better – GP Brasil 1994, GP Carlos Pellegrini 1994.

Estes também venceram o Derby Carioca:

Mossoró – GP Cruzeiro do Sul 1933, GP Brasil 1933.

Helíaco – GP Cruzeiro do Sul 1947, GP Brasil 1947, 1948.

Narvik – GP Cruzeiro do Sul 1958, GP Brasil 1959.

Orpheus – GP Cruzeiro do Sul 1973, GP Brasil 1975.

Grison – GP Cruzeiro do Sul 1985, GP Brasil 1985.

Grimaldi – GP Cruzeiro do Sul 1986, GP Brasil 1986.

Flying Finn – GP Cruzeiro do Sul 1990, GP Brasil 1990.

Bal a Bali – GP Cruzeiro do Sul 2014, GP Brasil 2014.

Raptor’s – GP Cruzeiro do Sul 2023, GP Brasil 2023.

Estes também venceram o Derby Paulista:

Helíaco – GP Derby Paulista de 1946, GP Brasil de 1947 e 1948.

Farwell – GP Derby Paulista de 1959, GP Brasil de 1960.

Campal – GP Derby Paulista de 1980, GP Brasil de 1981.

Grimaldi – GP Derby Paulista de 1985, GP Brasil de 1986.

Troyanos – GP Derby Paulista de 1988, GP Brasil de 1989.

Quari Bravo – GP Derby Paulista de 1997, GP Brasil de 1998.

Estes também venceram o Latino-Americano:

Falcon Jet – CL Latino-Americano 1991, GP Brasil 1992.

Much Better – GP Brasil 1994, CL Latino-Americano 1994, 1996.

Jimwaki – GP Brasil 1997 – CL Latino-Americano 1998.

Obataye – GP Brasil 20024 – CL Latino-Americano 2025.

Os tríplice coroados:

Farwell – tríplice coroado paulista em 1959.

Quari Bravo – tríplice coroado paulista em 1997.

Bal a Bali – tríplice coroado carioca em 2014.

Competidores do Grande Prêmio Brasil com passagem pelo Hipódromo da Madalena:

Cabálio 10º em 1983; Von Juraí 13º em 1983; Vibrador 17º em 1985; Jive 9º em 1987; Tilden 13º em 1988; Mystic Man 9º em 1991; Pindara 17º em 1993; Hike Lite 11º em 1996, 12º em 1997 e 20º em 1998; Lone Ranger 11º em 1997; Icelander 8º em 2000; Deuteronômio 4º em 2005 e 10º em 2006; Idomeneo 19º em 2005; Quadriball 8º em 2009; Spitfire 5º em 2012; Doctor Stoke 12º em 2012; Ifigênio: 18º em 2013; Sixteen Tons 6º em 2016; Discreto Belo 12º em 2017; Galaxy Runner 7º em 2019 e 6º em 2020; Avião Sureño 11º em 2019; He’ Gold 5º em 2020; Olympic Ipswich 7º em 2020; Mondragon nono em 2020;    Olympic Impact 2º em 2020, 9º em 2021; Jackson Pollock 2º em 2021; Coração Sureño 14º em 2021; Sugar Daddy 4º em 2022; Lionel The Best 18º em 2023.

Chegamos na parte III – Final da Coluna do Saldoso, Grande Prêmio Brasil. Uma coluna feita com muito carinho para todos os turfistas do Brasil. 

Desejamos a Direção do JCB, e a todos os profissionais envolvidos nesse grande evento, muito boa sorte e sucesso nesses quatro dias que promete muitas emoções na maior festa do Turfe Brasileiro. Um abraço a todos!

 James Smith, O Saudoso 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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